A BRONCA DO DIA - Meu Herói
(Esta foto retrata a tristeza de meu pai com o falecimento recente demamãe, alguns meses depois ele também partiu, para encontra-la.)
Tenho escutado a mídia chamar o jogador de futebol Neymar, de “nosso herói”, oras bolas, meu herói uma ova! Meu herói foi e é meu inesquecível pai, que aos 17 anos, veio da roça com mais 8 irmãos mais novos, um pai alcoólatra que não trabalhava e a mãe muito doente, chegou só com a roupa do corpo e a coragem (e que coragem!) passou necessidade, humilhação e sofrimento, teve empregos simples, até que com a prática se tornou um bom marceneiro/carpinteiro, perdeu um dedo na Tupia (serra) que lhe trouxe sofrimento até seus últimos dias, trabalhou muito e pesado, tanto, que ao se deitar, ele gemia de dor com o corpo dolorido, construiu nossa casa, criou e educou 5 filhos e teve tudo o que almejou com o sofrido suor de seu rosto e com esmerada determinação. Nos deu exemplos de responsabilidade, trabalho, honestidade, persistência, amor,...Nós quase não víamos papai, estávamos dormindo quando ele ia e voltava do trabalho. Quando garoto eu ia no guarda-roupas e ficava cheirando seu paletó para matar a saudade, ele só folgava no domingo, quando pela manhã, levava eu e meus irmãos até a feira para comermos pastéis, tomar caldo de cana e ficar um pouco conosco, na parte da tarde ele descansava... Um homem simples, analfabeto (mais sábio) e humilde, que trabalhou até os 85 anos (por sua vontade e porque gostava de trabalhar) faleceu com 87 anos (completamente lúcido e com saúde razoável, enfartou)...Esse é e foi meu herói, meu grande herói...Que sem correr nos gramados, sem ser aplaudido e sem a mídia conhecer, cumpriu seu dever como artilheiro da vida, marcando os gols mais importantes e lindos da minha vida...Valeu pai!Tenho certeza que anjos te carregaram nos ombros nos campos da eternidade, como um vencedor, como o meu herói...Valeu pai!
Tenho escutado a mídia chamar o jogador de futebol Neymar, de “nosso herói”, oras bolas, meu herói uma ova! Meu herói foi e é meu inesquecível pai, que aos 17 anos, veio da roça com mais 8 irmãos mais novos, um pai alcoólatra que não trabalhava e a mãe muito doente, chegou só com a roupa do corpo e a coragem (e que coragem!) passou necessidade, humilhação e sofrimento, teve empregos simples, até que com a prática se tornou um bom marceneiro/carpinteiro, perdeu um dedo na Tupia (serra) que lhe trouxe sofrimento até seus últimos dias, trabalhou muito e pesado, tanto, que ao se deitar, ele gemia de dor com o corpo dolorido, construiu nossa casa, criou e educou 5 filhos e teve tudo o que almejou com o sofrido suor de seu rosto e com esmerada determinação. Nos deu exemplos de responsabilidade, trabalho, honestidade, persistência, amor,...Nós quase não víamos papai, estávamos dormindo quando ele ia e voltava do trabalho. Quando garoto eu ia no guarda-roupas e ficava cheirando seu paletó para matar a saudade, ele só folgava no domingo, quando pela manhã, levava eu e meus irmãos até a feira para comermos pastéis, tomar caldo de cana e ficar um pouco conosco, na parte da tarde ele descansava... Um homem simples, analfabeto (mais sábio) e humilde, que trabalhou até os 85 anos (por sua vontade e porque gostava de trabalhar) faleceu com 87 anos (completamente lúcido e com saúde razoável, enfartou)...Esse é e foi meu herói, meu grande herói...Que sem correr nos gramados, sem ser aplaudido e sem a mídia conhecer, cumpriu seu dever como artilheiro da vida, marcando os gols mais importantes e lindos da minha vida...Valeu pai!Tenho certeza que anjos te carregaram nos ombros nos campos da eternidade, como um vencedor, como o meu herói...Valeu pai!
(Sidney Gavin)

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