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domingo, 1 de setembro de 2013

A BRONCA DO DIA – Perdido dentro do carro
Hoje, quando dirigia meu carro, ao pegar meu celular no bolso da jaqueta, ele caiu de minha mão e sumiu, olhei ao redor e não o vi por ali, estiquei o braço e apalpei o lado da alavanca do freio e o console, nada!
Arrastei os pés de um lado para o outro, para ver se batia no celular que talvez estivesse ali no chão, nada!Prestava   atenção na direção ao mesmo tempo em que olhava no assoalho do carro, tentando localizar o bendito celular, nada!Virei o corpo, com muito sacrifício (eu estava amarrado com o cinto de segurança, além de ser gordinho e estar dirigindo) para olhar no assoalho do carro na parte de trás, quem sabe ele tinha rolado para trás quando caiu? Nada!
Esse movimento me causou uma contorção intestinal, e conseqüentemente expeli um considerável vapor bostérico (aquela maionese caiu mal) dai o bicho pegou, eu ali num puta calor, dentro do carro que parecia uma sauna, nervoso e ainda cheirando meu próprio peido... Olhei no assoalho do lado do passageiro, o celular também não estava lá! @#$%&&%$#  
Dio Padre de La madona!Porque será que tudo que cai de nossas mãos (caneta, Viagra, isqueiro, camisinha, chaveiro, óculos, moeda, celular, carteira, etc.) dentro do carro, simplesmente desaparece? Se o lugar é tão pequeno ali na frente?Como pode?Parece castigo.
Parei o carro no acostamento, pensei “Vou pedir para um transeunte, fazer o favor de ligar para meu celular, dai eu acho esse puto quando ele tocar” Só que não passava viva alma ali, naquele horário!
Tirei o cinto de segurança, desci, montei o triangulo sinalizador e o coloquei atrás do carro, olhei melhor dentro do carro, no assoalho todo, nos bancos, console, embaixo dos pedais, e nada! Me deitei na parte da frente do carro de forma que fiquei com o bundão para fora e da cintura para cima, dentro do carro, bufando e suando,  o suor escorria do pescoço até o fiofó, que ardia tanto que dava vontade de cantar o hino nacional em Japonês... Vasculhei o assoalho, entre os dois bancos da frente, remexi nos trilhos, quando enfiei a mão embaixo da alavanca do freio... achei o filho da puta! Bem escondidinho, minha mão ficou cheia de graxa...@#$%&+?&%$# Nesse momento o bendito celular tocou (só faltava ser minha sogra para completar o azar) Pensei; “Porque não tocou antes, porra? Evitando esse sofrimento todo?” Nisso alguém bateu no meu ombro, virei e olhei para o sujeito com piercings, na boca, no nariz, nas sobrancelhas, e acho que no bozó também, umas enormes arruelas nas orelhas, um boné com aba gigante, fazendo com as mãos o sinal rock,  que me perguntou “E ahê mano? Beleza? Tá precisando de uma mão?” Me controlei para não mandar o cidadão tomar naquele lugar que não bate sol! Não é possível!

(Sidney Gavin)

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