A BRONCA DO DIA – Perdido dentro do carro
Hoje, quando dirigia meu carro, ao pegar meu
celular no bolso da jaqueta, ele caiu de minha mão e sumiu, olhei ao redor e
não o vi por ali, estiquei o braço e apalpei o lado da alavanca do freio e o
console, nada!
Arrastei os pés de um lado para o outro,
para ver se batia no celular que talvez estivesse ali no chão, nada!Prestava atenção
na direção ao mesmo tempo em que olhava no assoalho do carro, tentando
localizar o bendito celular, nada!Virei o corpo, com muito sacrifício (eu
estava amarrado com o cinto de segurança, além de ser gordinho e estar dirigindo)
para olhar no assoalho do carro na parte de trás, quem sabe ele tinha rolado
para trás quando caiu? Nada!
Esse movimento me causou uma contorção
intestinal, e conseqüentemente expeli um considerável vapor bostérico (aquela maionese
caiu mal) dai o bicho pegou, eu ali num puta calor, dentro do carro que parecia
uma sauna, nervoso e ainda cheirando meu próprio peido... Olhei no assoalho do
lado do passageiro, o celular também não estava lá! @#$%&&%$#
Dio Padre de La madona!Porque será que tudo
que cai de nossas mãos (caneta, Viagra, isqueiro, camisinha, chaveiro, óculos,
moeda, celular, carteira, etc.) dentro do carro, simplesmente desaparece? Se o
lugar é tão pequeno ali na frente?Como pode?Parece castigo.
Parei o carro no acostamento, pensei “Vou
pedir para um transeunte, fazer o favor de ligar para meu celular, dai eu acho
esse puto quando ele tocar” Só que não passava viva alma ali, naquele horário!
Tirei o cinto de segurança, desci, montei o triangulo sinalizador e o coloquei atrás do carro, olhei
melhor dentro do carro, no assoalho todo, nos bancos, console, embaixo dos
pedais, e nada! Me deitei na parte da frente do carro de forma que fiquei com o
bundão para fora e da cintura para cima, dentro do carro, bufando e
suando, o suor escorria do pescoço até o
fiofó, que ardia tanto que dava vontade de cantar o hino nacional em Japonês...
Vasculhei o assoalho, entre os dois bancos da frente, remexi nos trilhos, quando
enfiei a mão embaixo da alavanca do freio... achei o filho da puta! Bem
escondidinho, minha mão ficou cheia de graxa...@#$%&+?&%$# Nesse
momento o bendito celular tocou (só faltava ser minha sogra para completar o
azar) Pensei; “Porque não tocou antes, porra? Evitando esse sofrimento todo?” Nisso
alguém bateu no meu ombro, virei e olhei para o sujeito com piercings, na boca,
no nariz, nas sobrancelhas, e acho que no bozó também, umas enormes arruelas
nas orelhas, um boné com aba gigante, fazendo com as mãos o sinal rock, que me perguntou “E ahê mano? Beleza? Tá
precisando de uma mão?” Me controlei para não mandar o cidadão tomar naquele
lugar que não bate sol! Não é possível!
(Sidney Gavin)
(Sidney Gavin)

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